Quem iria imaginar que um filme sem nenhuma fala fosse superar gigantes do cinema como Divertidamente 2 e Robô Selvagem no Oscar de Melhor Animação? Pois foi exatamente isso que o filme Flow conseguiu!
A produção independente, vinda da Letônia, conquistou a crítica e o público com sua beleza visual, narrativa sensível e uma forma diferente de contar a história. Com isso, não só levou o prêmio mais cobiçado como se consagrou como o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme de Animação em 2025, ou seja, o filme Flow Oscar é real!
Lançado sem muitos alardes, Flow chegou ao Brasil de forma despretensiosa e acabou encantando a todos. O longa nos apresenta a jornada de um pequeno gato preto em um mundo pós-apocalíptico, onde tudo foi engolido pela água e a natureza, aos poucos, retoma seu espaço entre as ruínas da civilização.
Nesse cenário hostil e melancólico, nasce uma improvável aliança entre animais de diferentes espécies que aprendem a conviver e sobreviver a bordo de um pequeno barco.
O som do silêncio
Um dos pontos mais fascinantes do filme Flow é a sua ousadia em não conter diálogos. Ou seja, sem falas engraçadinhas, vozes famosas ou trilhas emocionais exageradas. Tudo é transmitido por gestos, expressões e sons dos próprios animais. E isso não torna a experiência menos envolvente, muito pelo contrário!
É justamente esse silêncio que nos faz prestar mais atenção, nos aproxima dos personagens e nos coloca, quase fisicamente, dentro daquele universo.
Essa ausência de falas é uma das chaves para o sucesso da animação. Ao fugir da fórmula dos grandes estúdios, Flow consegue criar algo profundamente original e tocante.
Com uma estética que mistura técnicas de animação digital e um visual feito inteiramente com software livre e gratuito, o filme se torna ainda mais impressionante quando lembramos que foi produzido por uma equipe pequena e com orçamento limitado.
Onde assistir Flow?
Se você está se perguntando onde assistir Flow, saiba que ele está disponível em algumas plataformas de streamings, entre elas estão:
Um grupo improvável, uma conexão verdadeira
A história é simples, mas cheia de camadas. Tudo começa com o gatinho solitário que, ao roubar um peixe de cães selvagens, acaba no meio de uma enchente que obriga todos os animais a fugirem. É aí que ele encontra um barco e com ele, uma capivara serena, que parece não se abalar com nada.
A partir daí, outros animais se juntam ao grupo: um lêmure, um pássaro secretário, e até mesmo os cães inimigos do início da trama. E é nesse convívio forçado que nasce o que o filósofo indígena Ailton Krenak chama de “alianças afetivas”, vínculos construídos não por semelhança, mas pela necessidade de apoio mútuo e empatia.
O grupo nos mostra que a cooperação pode surgir mesmo entre os mais improváveis companheiros. É quase como ver crianças brincando juntas sem nem saber o nome umas das outras.
E é aí que está o verdadeiro encanto de Flow: ele nos faz lembrar daquilo que é mais essencial e instintivo em nós.
O simbolismo do reflexo
Em uma das cenas mais poéticas do filme, todos os animais se olham refletidos na água. É um momento sutil, mas poderoso: até ali, cada um lutava por si. Agora, eles se veem como um grupo, onde lutam pelo coletivo.
É a mudança perfeita para a consciência de grupo: quando o “eu” se transforma em “nós”. E isso é mais do que bonito e poético, é necessário, especialmente em um mundo em colapso.
O pássaro que voa além
Entre os personagens, o pássaro secretário se destaca por sua carga simbólica. Após perder a capacidade de voar, ele se reergue ajudando os outros, e em uma das cenas mais misteriosas, é levado por uma luz no céu.
Teria morrido? Teria se libertado? O filme não explica, e nem precisa. A cena funciona como uma metáfora para a transcendência, para aquilo que vai além do físico, mas permanece como inspiração.
Essa dualidade entre o gato, que encara a realidade com coragem, e o pássaro, que parece partir para outra dimensão, traz um equilíbrio poético: há quem fique e lute, há quem parta e ilumine.
A baleia e o renascimento
Outro momento impactante envolve a baleia, que salva o gato em situações críticas e representa a força da natureza. Em determinado ponto, ela aparece encalhada, uma cena forte, que escancara o impacto das ações humanas no planeta.
Mas, na cena pós-créditos, ela ressurge viva, nadando em mar aberto. É o sinal de que a natureza, mesmo ferida, ainda pode se renovar.
Mas e os humanos?
Curiosamente, Flow não tem nenhum personagem humano. Mas eles estão lá, nas entrelinhas. Prédios alagados, objetos abandonados, estruturas em ruínas... tudo indica que algo deu muito errado com a nossa civilização.
A ausência de humanos levanta questões importantes: será que fomos nós que causamos esse colapso? Será que ainda há tempo para evitar esse futuro?
O filme não responde, mas nos faz pensar. E talvez essa seja uma de suas maiores qualidades.
Flow é sobre a vida e o que fazemos com ela
No fim das contas, Flow é uma história de sobrevivência, sim. Mas é também uma história sobre amizade, resiliência, empatia e, principalmente, esperança. O gato, que começa sozinho e desconfiado, termina sua jornada como um líder solidário. Os animais, que antes mal se toleravam, tornam-se uma comunidade.
E os espectadores, saem tocados. Porque percebem que mesmo em meio ao caos, é possível construir pontes ou, neste caso, navegar juntos em um pequeno barco, aprendendo a confiar, a cuidar e a resistir.

Se você ainda não viu Flow, prepare-se para uma experiência sensorial, profunda e surpreendentemente emocional. Não espere explosões, piadas ou heróis grandiosos. Espere silêncio, beleza e uma história que vai direto ao coração.
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