Segurança digital para toda a família: como proteger crianças, dados e privacidade online

A internet é uma porta aberta para o mundo — e que porta incrível essa! Aprendizado, entretenimento, trabalho, conexão com pessoas queridas... tudo isso acontece com alguns toques na tela. Mas, assim como em qualquer espaço cheio de oportunidades, o ambiente digital também tem seus riscos. E nenhuma família deveria navegar por ele sem saber como se proteger.

A questão da segurança digital ganhou um novo capítulo nos últimos anos. Com crianças cada vez mais conectadas desde cedo — seja para estudar, jogar ou interagir em redes sociais — e com golpes virtuais se tornando mais sofisticados a cada dia, cuidar da privacidade e da segurança online deixou de ser um assunto apenas de especialistas em TI. Virou pauta da mesa de jantar, da conversa entre pais e filhos, e da rotina de qualquer pessoa que usa a internet com frequência.

Neste guia, você vai encontrar orientações práticas e acessíveis sobre como proteger seus dados pessoais, monitorar o acesso das crianças a conteúdos e plataformas, entender os riscos mais comuns no universo dos jogos online, e criar uma cultura de segurança digital dentro de casa. E, porque tecnologia boa é aquela que facilita a vida, também vamos falar sobre como ter uma conexão com recursos que ajudam a sua família a navegar de forma mais segura no dia a dia.

Bora começar?

Banner Segurança digital em casa: guia completo para proteger sua família online

O cenário atual: por que a segurança digital nunca foi tão importante

Você parou para pensar quantas informações pessoais circulam pela internet em um único dia? Senhas, dados bancários, fotos, localização, histórico de navegação, conversas... A quantidade de dados que produzimos online é enorme. E onde há dados, há interesse de pessoas mal-intencionadas.

De acordo com levantamentos recentes de organizações especializadas em segurança cibernética, o Brasil está entre os países com maior número de tentativas de golpes digitais ao ano. Phishing — aquelas mensagens falsas que imitam empresas ou bancos para roubar suas informações —, ransomware, roubo de identidade e vazamento de dados figuram entre as ameaças mais comuns enfrentadas por usuários comuns, e não apenas por grandes corporações.

Ao mesmo tempo, as crianças e adolescentes brasileiros são dos mais conectados do mundo. Eles usam a internet para jogar, assistir a vídeos, estudar, e cada vez mais para se socializar. Mas nem sempre esse acesso acontece com a supervisão e os cuidados necessários. Plataformas de jogos online, redes sociais e aplicativos de mensagens podem expor crianças a conteúdos inapropriados, interações com desconhecidos e até situações de cyberbullying ou assédio virtual.

Por isso, falar de segurança digital hoje é falar de proteção de toda a família — dos mais jovens aos mais velhos, de quem navega pelo trabalho a quem usa a internet só para acompanhar o grupo da família no WhatsApp.

Crianças e adolescentes em jogos e plataformas online: os riscos que os pais precisam conhecer

Se tem um ambiente digital que merece atenção especial quando o assunto é proteção de crianças, são os jogos online. As plataformas de games reúnem milhões de pessoas ao mesmo tempo, com chats abertos, interações ao vivo e, em muitos casos, opções de compras dentro do jogo. É um universo apaixonante — e que pede muito cuidado.

Comunicação com desconhecidos

A maioria dos jogos multiplayer possui algum tipo de comunicação entre jogadores, seja por texto, voz ou ambos. Crianças e adolescentes podem facilmente entrar em contato com adultos desconhecidos nesses ambientes. Em casos extremos, esse canal pode ser usado por pessoas com intenções maliciosas para aproximação, manipulação ou tentativas de exploração — práticas conhecidas como "grooming" ou "aliciamento digital".

O diálogo aberto com crianças e adolescentes sobre esse risco é fundamental. É importante que elas saibam que não devem compartilhar informações pessoais em jogos — nome completo, escola, endereço, cidade — e que devem avisar um adulto de confiança se algum contato do jogo pedir dados pessoais, tentar encontrá-las pessoalmente ou enviar mensagens que as deixem desconfortáveis.

Conteúdo inapropriado para a idade

Nem todo jogo disponível online é adequado para todas as idades. Os sistemas de classificação indicativa existem justamente para orientar pais e responsáveis, mas nem sempre são seguidos à risca. Além disso, mesmo em plataformas com controles de idade, crianças criativas encontram maneiras de burlar essas restrições — ou simplesmente usam o perfil de um adulto.

Verificar a classificação indicativa dos jogos antes de liberar o acesso, manter o perfil da criança com configurações parentais ativas e conversar sobre os conteúdos que ela está consumindo são atitudes simples e muito eficazes.

Compras dentro dos jogos e golpes financeiros

Os chamados "itens de jogo" — skins, moedas virtuais, personagens especiais — são um mercado bilionário. E são também uma fonte de conflito em muitas famílias. Crianças que têm acesso a dispositivos com cartão de crédito vinculado podem fazer compras sem perceber o valor real que está sendo gasto. Além disso, existem golpistas que oferecem "itens raros" ou "moedas de jogo" em sites não oficiais para roubar dados de cartão ou instalar malwares nos dispositivos.

A dica aqui é simples: nunca vincule dados financeiros a perfis de jogos usados por crianças, e sempre oriente que compras dentro de jogos devem passar pela aprovação de um adulto.

Cyberbullying e pressão de grupo

Os jogos online podem ser ambientes extremamente competitivos, e isso, infelizmente, abre espaço para comportamentos agressivos entre jogadores. O cyberbullying — assédio, ofensas e humilhações repetidas no ambiente digital — pode acontecer nesses espaços e causar impactos sérios na autoestima e no bem-estar emocional de crianças e adolescentes.

Manter um canal de conversa aberto com crianças sobre como é o ambiente dos jogos que elas frequentam, e ensiná-las a usar as ferramentas de denúncia e bloqueio disponíveis nas plataformas, é parte essencial da educação digital.

Redes sociais e aplicativos: atenção ao que as crianças estão acessando

Os jogos são apenas uma parte do universo digital das crianças. Redes sociais, aplicativos de vídeo, plataformas de criadores de conteúdo e aplicativos de mensagens também fazem parte do cotidiano de boa parte dos jovens brasileiros. E cada um desses ambientes tem suas próprias dinâmicas e riscos.

Muitas redes sociais têm restrição de idade — geralmente 13 anos — mas a aplicação dessas regras depende de autodeclaração, o que significa que crianças mais novas podem criar perfis facilmente. Isso expõe menores a conteúdos que não são adequados para sua faixa etária, além de abrir espaço para contato com desconhecidos.

Algumas práticas importantes para pais e responsáveis:

Configurar as privacidades dos perfis das crianças para o máximo de restrição disponível, deixando o perfil visível apenas para amigos. Ativar as ferramentas de controle parental disponíveis no dispositivo — smartphones modernos, tanto Android quanto iOS, oferecem recursos nativos para limitar o tempo de tela e o acesso a determinados aplicativos. Conversar regularmente sobre o que a criança está fazendo online, quem são os contatos digitais dela e como ela se sente nesses ambientes. E, claro, manter um ambiente de confiança para que ela não hesite em pedir ajuda se algo a incomodar.

Lembre-se: a supervisão não precisa ser vigilância invasiva. O objetivo é criar uma cultura de segurança, não de desconfiança. Quanto mais natural e aberta for a conversa sobre internet em casa, mais fácil será para as crianças sinalizarem quando algo não estiver bem.

Segurança digital para adultos: os golpes mais comuns e como se proteger

Não são só as crianças que precisam de atenção quando o assunto é segurança digital. Adultos também são alvos constantes de golpes virtuais — e muitas vezes os mais sofisticados são direcionados exatamente a pessoas que se consideram seguras o suficiente para não cair em armadilhas.

Phishing: a isca digital

O phishing é uma das formas mais antigas e ainda mais eficazes de golpe digital. Funciona assim: você recebe uma mensagem — por e-mail, SMS, WhatsApp ou até por notificação de aplicativo — que parece ser de uma empresa ou instituição confiável (banco, serviço de entrega, plataforma de streaming...) e é solicitado a clicar em um link ou fornecer seus dados. O link leva a um site falso, praticamente idêntico ao original, que captura suas informações.

Para se proteger: desconfie de mensagens que criam urgência ("sua conta será bloqueada", "clique agora para evitar cobrança indevida"), verifique sempre o endereço do site antes de inserir qualquer informação, e nunca forneça dados pessoais ou bancários por mensagem.

Roubo de identidade e vazamento de dados

Ter seus dados pessoais expostos sem o seu consentimento é uma realidade cada vez mais comum. Vazamentos de dados de grandes plataformas podem expor e-mails, senhas, números de documentos e outras informações que permitem a criminosos se passarem por você — abrindo contas em seu nome, realizando compras fraudulentas ou até acessando serviços bancários.

Usar senhas únicas e complexas para cada serviço é uma das medidas mais eficazes. Um gerenciador de senhas pode ajudar muito nessa tarefa. Também é importante ativar a autenticação em dois fatores (2FA) sempre que uma plataforma oferecer essa opção — ela adiciona uma camada extra de proteção mesmo que sua senha seja descoberta.

Wi-Fi público: atenção redobrada

Aquela rede de Wi-Fi aberta do café, do shopping ou do aeroporto pode parecer conveniente, mas pode ser uma armadilha. Redes Wi-Fi públicas não seguras permitem que pessoas mal-intencionadas na mesma rede interceptem seu tráfego de dados. Evite acessar serviços bancários ou inserir senhas em redes públicas sem proteção. Quando precisar usar esse tipo de rede, uma VPN (Rede Privada Virtual) ajuda a criptografar sua navegação e manter seus dados protegidos.

Golpes em compras online

Promoções irresistíveis, produtos com descontos absurdos, sites com nomes parecidos com lojas conhecidas — os golpes em compras online são sofisticados e frequentes. Antes de comprar em um site desconhecido, verifique se ele tem HTTPS na barra de endereço, pesquise avaliações de outros compradores, e desconfie de preços muito abaixo do mercado. Existem ferramentas de navegação segura que avisam se um site é confiável ou não antes de você inserir seus dados.

Controle parental: aliado (e não vilão) da educação digital

Falar em controle parental ainda gera certo desconforto em algumas famílias. Parece que a tecnologia está "vigiando" as crianças. Mas a perspectiva mais adequada é outra: o controle parental é uma ferramenta de proteção, não de espionagem.

Assim como você ensina uma criança a traversar a rua com cuidado e acompanha os lugares que ela frequenta no mundo físico, fazer o mesmo no ambiente digital é parte da parentalidade responsável nos dias de hoje. E as ferramentas disponíveis para isso são cada vez mais intuitivas e eficazes.

As principais funcionalidades de controle parental incluem: limitação de tempo de tela por dispositivo ou aplicativo, restrição de acesso a determinadas categorias de sites e conteúdos, monitoramento dos aplicativos instalados, controle sobre compras em lojas de aplicativos, e em algumas soluções mais completas, a possibilidade de gerenciar a rede Wi-Fi da casa inteira — estabelecendo regras para todos os dispositivos conectados.

Sistemas operacionais modernos — tanto em smartphones quanto em tablets e computadores — oferecem recursos nativos de controle parental que já são um bom começo. Para quem busca uma solução mais robusta, existem ferramentas especializadas que ampliam essas capacidades.

Claro fibra: conectividade com mais segurança para toda a família

Aqui cabe uma pausa especial para falar de como a tecnologia pode ser uma aliada ativa da sua segurança digital em casa.

Os planos de Claro fibra trazem, além de ultravelocidade de até 1 Giga, recursos e serviços pensados para tornar a sua navegação — e a da sua família — mais segura e tranquila.

Proteção Digital McAfee inclusa

Como cliente Claro de banda larga fixa, você conta com 3 licenças de proteção digital McAfee, já inclusas no seu plano. Isso significa que você pode proteger até três dispositivos da sua casa — computadores, smartphones ou tablets — com uma solução completa de segurança digital que inclui:

Antivírus e proteção contra malwares, monitoramento da Dark Web (que te avisa se o seu e-mail foi vazado em algum banco de dados comprometido), navegação segura com alerta sobre sites fraudulentos antes de você acessá-los, VPN para proteger sua navegação em redes públicas, e gerenciador de senhas (True Key) para criar e armazenar senhas fortes com segurança. Para ativar o seu benefício, basta acessar a página da Proteção Digital McAfee e seguir o passo a passo.

Wi-Fi Mesh com controle parental e gerenciamento de rede

O Wi-Fi Mesh da Claro cria diferentes pontos de Wi-Fi com a tecnologia MESH, que amplia o sinal da sua banda larga pela casa toda — e ainda permite controle parental e gerenciamento da rede. Com essa solução, você pode, por exemplo, restringir o acesso à internet de determinados dispositivos em horários específicos — como na hora de dormir ou de fazer as tarefas da escola — tudo de forma simples pelo aplicativo. Para quem tem crianças em casa, é uma ferramenta poderosa para equilibrar conectividade e responsabilidade digital. Saiba mais sobre o Wi-Fi Mesh.

Velocidade que suporta toda a família conectada

Famílias grandes, com vários dispositivos conectados ao mesmo tempo, precisam de uma internet que dê conta de tudo sem travar. O plano de 1 GIGA é ideal para múltiplos dispositivos conectados, consumo de conteúdo em 4K/HDR e 8K, cloud gaming, edição de vídeos e músicas, com downloads e uploads em alta velocidade. E para as famílias que precisam de velocidade e qualidade de conexão para home office, videoconferências e entretenimento online, o plano de 600 Mega também é uma excelente pedida.

Vale lembrar: os planos e benefícios da Claro fibra podem sofrer atualizações. Consulte sempre a disponibilidade e as condições vigentes para a sua região na página de internet banda larga da Claro.

Senhas: a primeira linha de defesa da sua vida digital

Sabe aquela senha que você usa em tudo? E-mail, banco, streaming, rede social... Se uma delas for descoberta, todas ficam vulneráveis. Parece um exagero, mas é exatamente isso que acontece em boa parte dos casos de roubo de identidade digital.

Criar senhas fortes e únicas para cada serviço é uma das medidas mais simples e eficazes de segurança digital que existem. E quando se fala em "senha forte", o conceito vai além do famoso "coloca um número e uma letra maiúscula". Uma senha verdadeiramente segura tem pelo menos 12 caracteres, combina letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos, e não faz referência a nenhuma informação pessoal — como nome, data de nascimento ou nome de pet.

A dificuldade, claro, é lembrar de tudo isso. É aqui que os gerenciadores de senhas entram como grandes aliados. Eles armazenam todas as suas senhas de forma criptografada, e você só precisa lembrar de uma única senha mestre para acessar todas as outras. Alguns deles ainda geram senhas aleatórias e altamente seguras automaticamente, eliminando o trabalho de criação.

E tem mais uma camada de proteção que faz toda a diferença: a autenticação em dois fatores, também chamada de 2FA. Com ela ativada, mesmo que alguém descubra sua senha, ainda precisará de um segundo elemento para acessar sua conta — geralmente um código temporário enviado por SMS ou gerado por um aplicativo. É uma barreira extra que complica muito a vida de qualquer pessoa com má intenção.

A dica prática: ative o 2FA em todos os serviços que oferecem essa opção, especialmente e-mail, banco digital, redes sociais e plataformas de compra. Leva dois minutos para configurar e pode evitar uma dor de cabeça enorme.

LGPD e privacidade de dados: você tem direitos, sabia?

Desde 2020, o Brasil conta com a Lei Geral de Proteção de Dados — a LGPD — que estabelece regras claras sobre como empresas e organizações podem coletar, usar e armazenar os dados pessoais dos cidadãos. É uma conquista importante que coloca o controle das informações nas mãos de quem realmente importa: você.

Mas o que isso significa na prática?

Significa que qualquer empresa que colete seus dados — nome, e-mail, CPF, localização, histórico de navegação — é obrigada a informar para qual finalidade esses dados serão usados, e só pode utilizá-los dentro do escopo informado. Você tem o direito de saber quais dados uma empresa tem sobre você, solicitar a correção de informações incorretas, pedir a exclusão dos seus dados, e até revogar o consentimento dado anteriormente.

Na prática do dia a dia, isso se traduz em algumas atitudes simples: leia (ao menos por cima) os termos de uso e políticas de privacidade antes de criar uma conta em um novo serviço. Desconfie de aplicativos que pedem permissões desnecessárias — um jogo de palavras cruzadas não tem motivo para acessar seus contatos ou sua câmera. E fique atento às configurações de privacidade das plataformas que você usa, ajustando-as para o nível de exposição com o qual você se sente confortável.

Para crianças e adolescentes, a lei também prevê proteção especial: o tratamento de dados de menores de 18 anos deve contar com o consentimento dos pais ou responsáveis. Então se um aplicativo ou jogo que seu filho usa coleta dados sem essa etapa de consentimento, pode ser uma sinalização de que algo está errado.

Como agir se você (ou seu filho) for vítima de um golpe digital

Mesmo tomando todos os cuidados, pode acontecer de você se deparar com uma situação de golpe ou violação de privacidade. O importante é saber como agir rapidamente para minimizar os danos.

Se perceber que seus dados foram comprometidos em algum serviço, o primeiro passo é trocar a senha daquela conta imediatamente — e de qualquer outro serviço onde você usava a mesma senha. Ative o 2FA se ainda não estiver ativo, e monitore movimentações suspeitas nas contas vinculadas, especialmente bancárias.

Em caso de fraude financeira — compras não reconhecidas, transferências indevidas — entre em contato com sua instituição financeira o quanto antes para bloquear o cartão ou a conta e solicitar o estorno das transações não autorizadas.

Se a situação envolver uma criança — como contato suspeito de um adulto em um jogo ou rede social, envio de imagens inadequadas, ou qualquer forma de assédio ou exploração virtual — é fundamental registrar provas (capturas de tela das conversas), bloquear o contato na plataforma, reportar o perfil ou comportamento para a própria plataforma, e, dependendo da gravidade, registrar um boletim de ocorrência. No Brasil, o Safernet e o Ministério Público Federal têm canais específicos para denúncias de crimes contra crianças e adolescentes na internet.

O cyberbullying também pode — e deve — ser denunciado. Guardar as evidências, bloquear o agressor e comunicar a escola (quando o conflito envolve colegas) são passos importantes. E sempre vale conversar com a criança ou adolescente de forma acolhedora, sem julgamentos, para que ela se sinta segura para falar sobre o que está acontecendo.

Educação digital em família: construindo hábitos que protegem

A tecnologia faz parte das nossas vidas — e vai continuar fazendo cada vez mais. Proibir o acesso à internet não é uma solução realista nem saudável. O caminho é outro: construir uma cultura familiar de uso consciente, responsável e seguro da internet.

E isso começa pelo exemplo. Crianças e adolescentes observam e replicam os comportamentos dos adultos ao redor delas. Quando pais e responsáveis demonstram cuidado com suas próprias senhas, desconfiam de mensagens suspeitas e conversam abertamente sobre segurança digital, passam esses valores naturalmente para os filhos.

Algumas práticas que ajudam a construir essa cultura em casa:

Estabeleça conversas regulares sobre o que a família está usando online — não como interrogatório, mas como troca genuína de experiências. Combine regras claras de uso da internet, incluindo horários e ambientes (dispositivos na sala, por exemplo, facilitam a supervisão natural). Apresente os recursos de segurança das plataformas — como botões de denúncia e bloqueio — como ferramentas normais, não como últimos recursos. Ensine as crianças a questionar o que veem online: notícias, vídeos, perfis — tudo pode ser verificado antes de ser acreditado ou compartilhado. E mantenha sempre o canal de comunicação aberto para que qualquer membro da família se sinta à vontade para reportar algo que pareça errado ou desconfortável.

A segurança digital não é um destino, é uma prática contínua. E quanto mais natural ela se tornar no cotidiano familiar, mais protegida toda a família estará.

Atualizações de sistema e aplicativos: por que isso importa (muito)

Um hábito que muita gente ignora — mas que faz toda a diferença — é manter os sistemas operacionais e aplicativos sempre atualizados. As atualizações não servem apenas para trazer novos recursos ou corrigir bugs: grande parte delas inclui correções de vulnerabilidades de segurança que foram descobertas desde a versão anterior.

Quando você ignora aquela notificação de "atualização disponível" por semanas ou meses, está deixando brechas abertas que pessoas mal-intencionadas podem explorar para instalar malwares, acessar seus dados ou comprometer o funcionamento do seu dispositivo.

A prática mais segura é ativar as atualizações automáticas para o sistema operacional e para os principais aplicativos que você usa. Em dispositivos usados por crianças, isso é ainda mais importante, já que elas raramente prestam atenção nessas notificações.

Redes Wi-Fi domésticas: a segurança começa em casa

A sua rede Wi-Fi de casa também precisa de atenção. Um roteador mal configurado pode ser uma porta de entrada para invasores que consigam acessar todos os dispositivos conectados à sua rede — computadores, celulares, tablets, smart TVs e até eletrodomésticos inteligentes.

Algumas medidas básicas fazem uma grande diferença: troque a senha padrão do seu roteador (aquela que vem de fábrica) por uma senha forte e exclusiva. Verifique se o tipo de criptografia configurado no roteador é WPA3 ou, ao menos, WPA2 — que são os padrões mais seguros atualmente. Evite usar o nome da sua família, endereço ou outras informações identificáveis no nome da rede Wi-Fi. E, se possível, crie uma rede separada para dispositivos de visitantes, mantendo seus dispositivos principais em uma rede isolada.

Para famílias que contam com o Wi-Fi Mesh da Claro fibra, o gerenciamento da rede fica ainda mais fácil: é possível configurar e monitorar todos os dispositivos conectados pelo aplicativo, estabelecer regras de acesso e ativar o controle parental diretamente pela plataforma, com praticidade e de forma centralizada. Conheça mais sobre o Wi-Fi Mesh e as possibilidades que ele oferece para a segurança da sua rede doméstica.

Segurança digital é um exercício diário — e vale muito a pena

A gente sabe que falar de segurança digital pode parecer complexo à primeira vista. São muitos termos, muitos riscos, muitas práticas. Mas, quando você quebra tudo isso em pequenos hábitos cotidianos, percebe que proteger sua família na internet não é tão complicado quanto parece.

Começa com uma conversa honesta com seus filhos sobre o ambiente digital. Passa por uma senha mais segura aqui, uma atualização que você parou de adiar ali, a ativação de um recurso de controle parental acolá. E vai se construindo, aos poucos, numa rotina de cuidado que se torna tão natural quanto trancar a porta de casa antes de dormir.

A tecnologia está aqui para conectar, facilitar e enriquecer a vida de todo mundo — e quando ela vem acompanhada dos cuidados certos, ela cumpre esse papel de forma ainda mais completa. Quem tem uma conexão confiável, recursos de proteção ativos e uma família bem informada sobre os riscos digitais tem, na verdade, um ambiente online muito mais seguro e prazeroso para todos.

E se você ainda não explorou tudo o que a Claro fibra tem para oferecer nesse sentido — da Proteção Digital McAfee ao Wi-Fi Mesh com controle parental — vale muito dar uma olhada nos planos disponíveis para a sua região. Conectividade com qualidade e segurança pode ser mais acessível do que você imagina.

Os planos, benefícios e condições citados neste conteúdo são referentes às ofertas disponíveis em março de 2026 e estão sujeitos a alterações. Consulte sempre a disponibilidade e as condições vigentes para a sua região.

A partir de que idade crianças podem usar a internet sozinhas com segurança?

Não existe uma idade universal que sirva para todo mundo, mas especialistas em desenvolvimento infantil costumam recomendar supervisão próxima até os 10 anos, com acesso gradualmente mais autônomo a partir daí — sempre com diálogo aberto, regras combinadas em família e ferramentas de controle parental ativas. O mais importante não é a idade em si, mas o nível de maturidade da criança, a qualidade da comunicação familiar sobre o tema e os recursos de proteção configurados nos dispositivos que ela usa.

O que é phishing e como me proteger?

Phishing é uma técnica de golpe digital em que criminosos enviam mensagens falsas — por e-mail, SMS, WhatsApp ou redes sociais — se passando por empresas ou instituições confiáveis, com o objetivo de roubar seus dados pessoais, senhas ou informações bancárias. Para se proteger, desconfie de mensagens que criam urgência ou pedem que você clique em links, verifique sempre o endereço do remetente e do site antes de inserir qualquer informação, e nunca forneça dados sensíveis por mensagem. Ferramentas de proteção digital, como as disponíveis na Proteção Digital McAfee inclusa nos planos Claro fibra, também ajudam a identificar sites suspeitos antes que você acesse.

O controle parental "espiona" meu filho ou filha?

Não — e é importante fazer essa distinção. Controle parental é uma ferramenta de proteção, não de vigilância invasiva. O objetivo é criar um ambiente digital mais seguro para crianças e adolescentes, limitando o acesso a conteúdos inadequados para a idade e estabelecendo regras saudáveis de uso da internet. A melhor prática é combinar o uso dessas ferramentas com conversas abertas e honestas sobre o porquê das limitações, envolvendo a criança no processo de forma respeitosa.

Como saber se meus dados foram vazados na internet?

Existem ferramentas específicas que verificam se o seu endereço de e-mail aparece em bancos de dados comprometidos. A Proteção Digital McAfee — inclusa nos planos Claro fibra para novos clientes — inclui o monitoramento da Dark Web, que notifica você caso seu e-mail tenha sido encontrado em algum vazamento de dados, orientando os próximos passos para proteger sua conta. Vale também ficar atento a notificações das próprias plataformas que você usa: muitas delas comunicam ativamente seus usuários em caso de incidentes de segurança.

Quais são as configurações de segurança mais importantes para ativar agora mesmo?

Se você quer começar a melhorar sua segurança digital hoje, priorize estas ações: ative a autenticação em dois fatores (2FA) em e-mail, redes sociais e serviços bancários; troque senhas repetidas por senhas únicas e fortes (um gerenciador de senhas facilita isso); configure as atualizações automáticas de sistema e aplicativos em todos os dispositivos da família; ajuste as configurações de privacidade das redes sociais para restringir quem pode ver seus dados e publicações; e, se for cliente Claro fibra em novo plano, ative sua licença da Proteção Digital McAfee — um recurso prático que reúne várias camadas de segurança em um só lugar.

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