Como transferir o eSIM (chip virtual) de um celular para outro: passo a passo

Trocar de celular quando a linha é um eSIM levanta uma dúvida prática: como levá-la para o aparelho novo, se não há um chip para tirar e encaixar? A linha fica gravada por software, e movê-la de lugar funciona de um jeito diferente.

A situação é mais comum do que parece. Acontece quando alguém compra um celular novo, ganha um de presente, precisa de um aparelho reserva ou acabou de converter o chip físico em virtual.

Em todos esses casos o número continua o mesmo, na mesma operadora, e só o aparelho muda. Se, além do aparelho, você também vai mudar de operadora, o caso é de portabilidade, e o passo a passo está no guia sobre como trocar de celular mantendo o número.

Transferir um eSIM é, no fundo, reativar a linha no celular novo. Isso acontece de duas formas, e a diferença entre elas não está na marca do aparelho nem na presença de um QR Code na tela. Está em como a linha chega ao aparelho novo: ou a operadora gera um perfil de eSIM novo e entrega um código, ou os dois celulares movem o perfil entre si, sem precisar de código nenhum.

Este guia mostra as duas maneiras de transferir, o passo a passo por marca e o erro que faz muita gente perder a linha no meio do processo.

Transferir eSIM para outro celular: smartphones antigo e novo lado a lado

Por que o eSIM não muda de lugar como o chip físico

O eSIM é um chip virtual que já vem embutido no celular e faz o mesmo papel do chip físico, sem o cartão. A linha não está num objeto que se move, e sim num perfil gravado na memória do aparelho.

Por isso não existe "passar o eSIM" de um celular para o outro no sentido literal. O que existe é instalar a linha no aparelho novo e desativá-la no antigo. Nas duas maneiras que este guia explica, o celular novo termina o processo com um perfil de linha instalado, e o antigo deixa de responder por aquele número.

Essa é a razão de o processo parecer mais complicado do que trocar um chip. Ele não é mais difícil, é diferente: em vez de um gesto com a mão, é uma sequência no menu do aparelho.

As duas maneiras de transferir um eSIM de um celular para outro

A pergunta que separa as duas formas é simples: a operadora precisa emitir um código novo, ou não?

Como a linha chega ao aparelho novo 1 / 4
Maneiras de transferir o eSIM Como a linha chega ao aparelho novo Precisa falar com a operadora Onde se resolve Funciona em
Novo código da operadora A operadora gera um perfil novo Sim, pelo aplicativo ou em uma loja Aplicativo da operadora, loja ou QR Code recebido Qualquer celular compatível com eSIM
Transferência rápida Os dois celulares movem o perfil entre si Não No menu de configuração dos dois celulares Aparelhos recentes, e só se a operadora der suporte

A primeira maneira é a universal. Funciona em qualquer celular compatível com eSIM, em qualquer operadora, e por isso resolve quando a segunda não está disponível.

A segunda é mais rápida e dispensa contato com a operadora, mas depende de duas condições ao mesmo tempo. As próximas seções detalham cada uma.

Transferir eSIM: novo código da operadora

Nesta maneira, quem coloca a linha no celular novo é a operadora. Você solicita a transferência e ela emite um novo QR Code, ou um código para copiar e colar, que instala a linha no aparelho novo.

O pedido costuma ser feito pelo aplicativo da operadora ou em uma loja física. Depois de receber o código, o restante acontece no menu do próprio celular, na área de gerenciamento de chip.

Essa é a forma que sempre resolve. Não depende de o aparelho ter recurso nenhum além de aceitar eSIM, e não exige que os dois celulares estejam juntos.​

Como adicionar o eSIM em cada marca de celular

O menu muda conforme o fabricante, mas a lógica é sempre a mesma: encontrar a área de chip, escolher adicionar um eSIM e ler o QR Code recebido.

Apple (iPhone): Vá em Ajustes > Clique em Celular > Depois em Adicionar eSim > Clique em Usar código QR > Posicione a câmera para fazer a leitura do código QR.

Samsung (Galaxy): Acesse Configurações > Clique em Conexões > Selecione Gerenciador de chip > Clique em Adicionar eSim (ou plano móvel) > Clique em Ler QR Code da operadora > Posicione a câmera para fazer a leitura do QR Code > Selecione Adicionar.

Motorola (Android 15 ou superior): Acesse configurações​ > Clique em Rede e Internet​ > Clique em Chips e Rede Móvel​ > Clique em Baixar novo chip​ > Clique em Configurar um eSIM​ > Faça a leitura do QR Code​ > Clique em Configurar > Configuração Concluída​! Para versões anteriores do Android, procure o suporte do fabricante.

OPPO: Acesse Configurações > Clique em Redes móveis > Clique eSIM > Ative a opção eSIM > Clique em eSIM novamente e selecione Adicionar eSIM > Posicione a câmera para fazer a leitura do QR Code.

JOVI: Acesse Configurações; Clique em Rede Móvel; Clique em Adicionar eSIM; Clique em Configurar um eSIM; Posicione a câmera para fazer a leitura do QR Code; Clique em Configurar; Configuração Concluída.

Certifique-se de que o dispositivo esteja conectado a uma rede Wi-Fi para completar a ativação.

Nota: Os nomes dos menus variam conforme a versão do sistema. Se o passo exato não aparecer, procure por gerenciamento de chip, chip virtual ou eSIM dentro das configurações de rede.

Transferir eSIM: transferência rápida entre aparelhos

A transferência rápida move a linha de um celular para o outro sem que a operadora emita código nenhum. Os dois aparelhos conversam entre si, o novo baixa o perfil da linha e o antigo é desativado automaticamente ao final.

É um recurso do próprio celular, não da operadora, e está em aparelhos recentes de várias marcas.

Entre dois iPhones, a Apple pede que os dois estejam próximos, com Bluetooth ligado e conectados à mesma conta. A confirmação acontece com um toque em Transferir. Um código de verificação aparece no celular novo apenas quando o sistema solicita.

Entre dois aparelhos Galaxy, o processo é parecido. A Samsung usa um código de verificação de seis dígitos: ele aparece no celular novo e é digitado no antigo.

Nos demais aparelhos Android, o próprio sistema também move o eSIM de um celular para o outro durante a configuração do aparelho novo. Pelo suporte do Google, isso pede Android 12 ou mais recente, os serviços do Google atualizados e bloqueio de tela configurado.

Mas a transferência rápida não depende só do aparelho. A operadora também precisa dar suporte ao recurso, e por isso o mesmo celular pode fazer a transferência rápida em uma operadora e não em outra. No Android, o suporte do Google é explícito: dependendo da operadora, a transferência acontece automaticamente na configuração; quando esse suporte não existe, é preciso recorrer à primeira forma, com novo QR Code.

O QR Code do pareamento não é o QR Code da operadora

Aqui mora uma confusão das mais comuns sobre transferência de eSIM, e ela vale ser desfeita.

Em alguns casos, sobretudo quando os dois aparelhos usam sistemas diferentes, a transferência rápida mostra um QR Code na tela. Quem olha de fora conclui que é o mesmo QR Code de sempre, o da operadora, e que, portanto, as duas formas são iguais. Mas não são.

Repare na direção. No QR Code da operadora, o código vem de fora, chega por e-mail ou pelo aplicativo, e carrega o perfil da sua linha: é ele que instala o número no aparelho. No QR Code de pareamento, o código é gerado pelo celular novo, aparece na tela dele e é lido pelo celular antigo. Ele não carrega linha nenhuma. Serve só para os dois aparelhos se reconhecerem e abrirem um canal seguro entre si.

A diferença prática é direta: se o QR Code apareceu sozinho na tela do celular novo, ele é de pareamento, e você não precisa procurar código nenhum com a operadora. Se você precisou receber o código de algum lugar, ele é da operadora.

Entre dois iPhones e entre dois aparelhos Galaxy, esse pareamento não usa QR Code: é uma confirmação feita no aparelho antigo, com um código de verificação quando o sistema pede. Já quando a transferência atravessa ecossistemas diferentes, como de um Android para um iPhone ou de um iPhone para um Galaxy, aí sim aparece o QR Code de pareamento.

Como trocar o chip físico pelo eSIM (chip digital)

Se a sua linha ainda usa chip físico e você quer passar a usar o chip virtual, isso não é uma transferência entre aparelhos. É um pedido à operadora, que emite o perfil do eSIM para a mesma linha. O número continua o mesmo.

Na Claro, a troca do chip físico para eSIM pode ser solicitada pelo aplicativo Minha Claro ou numa Loja Claro. Pelos canais digitais ela não tem custo. Em alguns aparelhos a conversão também aparece direto nas configurações. No iPhone, por exemplo, vá em Ajustes, Celular, selecione a linha e toque em Converter para eSIM.

Assim que o eSIM fica ativo, o chip físico daquela linha é desativado. Ele não continua funcionando em paralelo, então retire o cartão da bandeja para não gerar conflito com o perfil virtual.

Esse mesmo pedido também serve quando você quer levar a linha para um celular novo. Em vez de converter no aparelho atual, você escolhe transferir para outro aparelho, e a operadora gera o código para instalar a linha como eSIM no celular novo.

O que conferir antes da transferência rápida do eSIM

Os cuidados abaixo valem para a transferência rápida, que é a mais sensível a detalhes do aparelho. Todos levam menos de um minuto.

  • Confirme que os dois celulares são compatíveis com o recurso. Tanto o aparelho de origem quanto o de destino precisam aceitar a transferência rápida, e não adianta só o novo aceitar.

  • Deixe os dois com o sistema atualizado, conectados ao Wi-Fi e com o Bluetooth ligado, e mantenha um perto do outro durante todo o processo.

  • Confira se o celular antigo tem bloqueio de tela configurado, com senha, padrão ou biometria. Sem isso, a transferência rápida não é autorizada, porque é o bloqueio que prova que o aparelho é seu.

Uma verificação que vale para as duas maneiras de transferência de chip virtual: confirme que o celular novo aceita o eSIM da sua operadora. A compatibilidade depende do modelo, e é a operadora que informa em quais aparelhos o eSIM dela funciona.

Não apague o eSIM do celular antigo antes de concluir a transferência

Este é o erro que mais custa caro, e ele nasce de um instinto compreensível: a pessoa acha que precisa "liberar" a linha apagando o eSIM do aparelho antigo antes de instalar no novo. É o contrário.

Apagar o eSIM não libera nada. Ele remove o perfil do aparelho, e o perfil removido não volta sozinho. A própria Apple orienta, na documentação oficial, a não apagar o eSIM como tentativa de resolver problema, a menos que a operadora peça, e avisa que quem apaga precisa entrar em contato com a operadora para obter um novo.

Esse cuidado vale para as duas formas. Pela forma do novo QR Code, o eSIM antigo só deve sair depois que a linha estiver funcionando no celular novo. Na transferência rápida, você não precisa nem mexer nele: a Apple informa que, assim que o plano é ativado no iPhone novo, o sistema desativa o SIM anterior sozinho.

A ordem correta, portanto, é sempre a mesma: primeiro instale a linha no celular novo, confirme que ela está funcionando, e só então cuide do aparelho antigo. Enquanto a transferência não terminar, deixe o eSIM antigo onde está.

Como transferir o seu eSIM na Claro

Na Claro, as duas formas de transferência existem. A do novo QR Code (pelo aplicativo Minha Claro ou em uma loja) atende qualquer marca; a transferência rápida é exclusiva do iPhone, em parceria com a Apple.

Pelo aplicativo Minha Claro ou em uma loja Claro

Essa forma atende o celular compatível com eSIM, de qualquer marca. A solicitação é feita pelo aplicativo Minha Claro ou, se preferir, presencialmente em uma loja Claro.

No aplicativo, procure pela área de eSIM, escolha a linha que quer levar e selecione a opção de transferir para outro aparelho. Você recebe um QR Code ou um código para copiar e colar.

Com o código em mãos, é só instalar a linha no celular novo pelo menu da sua marca, seguindo os passos que aparecem na tela.

Transferência rápida no iPhone: a parceria da Claro com a Apple

A Claro oferece a transferência rápida de eSIM em um serviço desenvolvido em parceria com a Apple, disponível para iPhone. Ela funciona a partir do iPhone 11, com o iOS atualizado nos dois aparelhos, e vale nos planos Controle, Controle Fácil, Pós-pago, Pré-pago, Claro flex e Claro Internet Mais.

O processo é 100% digital e não tem cobrança. No iPhone novo, vá em Ajustes, Celular, Adicionar eSIM e escolha a opção de transferir de um iPhone por perto.

Os dois aparelhos precisam estar próximos, com Bluetooth ligado e conectados à mesma Conta Apple, e o iPhone anterior desbloqueado com a senha. A confirmação acontece no aparelho antigo.

Para quem usa Apple Watch com o Claro Sync (serviço que dá ao relógio a mesma linha do iPhone): ao trocar de iPhone, é preciso reemparelhar o relógio no aparelho novo para a linha dele continuar funcionando. Ou seja, o processo não termina após a finalização da transferência para o novo iPhone, é preciso desemparelhar o Apple Watch do iPhone anterior (origem) e emparelhar no novo iPhone (destino). O passo a passo completo, tela a tela, está na página de eSIM da Claro para Apple.

Escolha um celular que já vem com eSIM

Boa parte dos smartphones atuais já aceita eSIM, e isso deixa a ativação da linha 100% digital: sem chip para encaixar e sem o custo do chip físico. Se você pretende trocar de aparelho, conheça alguns modelos disponíveis na loja da Claro e escolha o eSIM na compra.

Apple

Motorola

Samsung

Perguntas frequentes – Como transferir eSIM para outro celular

O que acontece se eu apagar o eSIM do meu celular?

O perfil da linha é removido do aparelho e não volta sozinho. Para reativar a mesma linha, é preciso pedir à operadora um novo código (QR Code) e instalá-la de novo no aparelho. Por isso, numa transferência de eSIM  não se deve apaga-lo antes de a transferência terminar, nem como tentativa de resolver problema, a menos que a operadora oriente.

Como recuperar o eSIM que apaguei sem querer?

Entre em contato com a operadora e peça a reativação. Na Claro, o pedido é feito pelo aplicativo Minha Claro ou em uma loja Claro, e você recebe um novo código para instalar a linha no aparelho.

Durante a transferência rápida, o QR Code que aparece na tela é o mesmo que a operadora manda?

Não. Se o QR Code surgiu sozinho na tela do celular novo durante a transferência rápida, ele é de pareamento: gerado pelo próprio aparelho, só para os dois celulares se reconhecerem. O QR Code da operadora é outro, o que instala a linha, e chega por e-mail ou pelo aplicativo quando você contrata ou pede a transferência.

Preciso falar com a operadora para transferir meu eSIM?

Depende da marca e modelo do smartphone e da operadora. Na transferência rápida, quando suportada pelo aparelho e pela operadora, o processo acontece direto entre os dois celulares, não precisa falar com a operadora. Mas quando o celular não tem esse recurso, tem que solicitar um novo QR Code para operadora, que emite o novo perfil. Na Claro, a transferência rápida está disponível para iPhone, e as demais marcas seguem pelo aplicativo Minha Claro.

Por que a transferência rápida do meu eSIM não funciona?

As causas mais comuns são o aparelho de origem ou de destino não ser compatível com a transferência rápida, faltar bloqueio de tela no celular antigo, o Bluetooth estar desligado, os aparelhos estarem longe um do outro, o sistema estar desatualizado ou a operadora não dar suporte ao seu celular. Quando a transferência rápida não conclui, a forma do novo QR Code resolve.

Dá para transferir o eSIM de um iPhone para um Android, ou o contrário?

Sim, em aparelhos e operadoras compatíveis, e nesse caso o pareamento entre os dois costuma usar um QR Code exibido na tela do celular de destino. Quando a transferência entre sistemas diferentes não está disponível, a operadora emite um novo código para o aparelho novo.

Se eu formatar o celular, perco o chip virtual?

Pode perder. Ao restaurar (apagar todo o conteúdo), o celular geralmente pergunta se você quer manter ou apagar o eSIM. Se apagar, é preciso pedir a reativação à operadora. Por isso, antes de formatar, transfira a linha para o outro aparelho ou confirme com a operadora como reativá-la depois.

Preciso remover o chip físico depois de ativar o eSIM?

Sim, quando a linha que estava no chip físico passou a funcionar como eSIM. Deixar o cartão na bandeja pode gerar conflito com o perfil virtual no sistema do aparelho.

Transferir o eSIM entre aparelhos é a mesma coisa que portabilidade?

Não. Transferir o eSIM leva a sua linha para outro celular, dentro da mesma operadora. Portabilidade é trazer o número de uma operadora de telecomunicações para outra, e é um processo diferente.

Transferir o eSIM tem custo?

Em geral, transferir o eSIM de forma digital, pelo aplicativo da operadora ou pela ferramenta do próprio celular, não costuma ter custo. Nas lojas físicas pode ter custo. Depende da operadora. Na Claro, a transferência pelo App Minha Claro e a transferência rápida entre iPhones é 100% digital e sem cobrança.

Meus contatos e fotos vão junto com o eSIM?

Não. O eSIM carrega apenas a linha telefônica. Fotos, contatos, mensagens e aplicativos são transferidos à parte, pelo backup ou pelas ferramentas de migração do próprio aparelho. Saiba como transferir os dados de um celular para outro.

Leve a sua linha para o celular novo na Claro

Se a ideia é trocar de aparelho e continuar com o mesmo número, o eSIM ativa a linha de forma digital, sem chip físico para trocar nem o custo dele. Conheça os smartphones disponíveis na loja da Claro e escolha o eSIM na hora da compra.

Celulares e Smartphones na Loja Online Claro

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